• Sâmia Simurro

Tecnostress e a qualidade de vida

AUTORA: Sâmia Aguiar B. Simurro


Tecnostress e a qualidade de vida

Stress é uma resposta do indivíduo a um evento ou situação ameaçadora. Ele compromete a saúde e a qualidade de vida das pessoas. O stress está totalmente vinculado às mudanças diárias, ou seja, quando algo muda, o indivíduo busca encontrar meios de se adaptar a esta uma nova situação que surge. Isso exige tanto do corpo, como da mente, mais energia para responder adequadamente a esse novo estímulo. A tensão gerada pela ameaça, quando constante e excessiva, vai minando aos poucos a saúde do indivíduo. A conseqüência da exposição contínua e exagerada ao stress, sem o tempo suficiente para a volta ao estado de equilíbrio natural, é geralmente danosa para a saúde do indivíduo. Ela pode desencadear vários tipos de sintomas ou doenças como: insônia, dores de cabeça, gastrites, úlceras, hipertensão, doenças coronarianas, entre outras.


Não é possível se falar em stress sem considerar as várias dimensões que envolvem o homem. O stress pode surgir de várias direções e ser percebido nas diferentes demandas cotidianas como, escola, trabalho, família, amigos. Neste sentido, fatores ambientais e de estilo de vida, como o ritmo da vida moderna, podem provocar maior ou menor stress. O que se percebe é que as fontes de ameaça e perigo são cada vez maiores.


O imediatismo e as constantes mudanças realmente nos dão a sensação de que a vida está muito rápida. É a era da velocidade. As fusões nas empresas, os enxugamentos, os avanços tecnológicos e o aumento do volume de trabalho, exigem cada vez mais dos profissionais. Os trabalhos estão cada vez mais complexos, a pressão por resultados aumenta a cada dia, as constantes avaliações de performance geram insegurança e cresce a sensação de que é preciso fazer várias coisas e tudo ao mesmo tempo. A urgência que aprisiona, leva a constatação pessoal diária de não se ter realizado tudo o que se deveria. As dificuldades das tarefas que enfrentamos no trabalho são cada vez maiores. É freqüente se defrontar com tarefas que não se sente preparado para a realização da mesma. A competição acirrada no ambiente de trabalho complica ainda mais, dificultando a busca por ajuda. O resultado é a ser dominado pelo o medo de errar a autocobrança e o perfeccionismo quase insuportável.


Para agravar esse cenário, o chefe autoritário, crítico, que não elogia, humilha, não orienta, não dá autonomia, não motiva e cobra por resultados todo momento, transforma o ambiente num ambiente cada vez mais hostil e agressivo.  O gestor passa a ser o próprio agente estressor e o indivíduo passa a ter que lidar não só com as pressões naturais do trabalho, como também com a pressão do relacionamento interpessoal, que tem se transformado num dos principais fatores de estresse no trabalho. Um chefe estressado contamina todo o ambiente e desmotiva a pessoa e a equipe.


A falta de planejamento, de organização e critérios inadequados de prioridades faz com que alguns utilizem o final de semana para recuperar o tempo perdido levando trabalho para casa. O final de semana serve para quebrar a correria e relaxar. Não se permitir o descanso e aproveitar o fim de semana para trabalhar, não resolve o problema da falta de tempo. Pode inclusive agravar porque sem o descanso necessário, a produtividade e criatividade do indivíduo ficam comprometidas, prejudicando o seu desempenho e fazendo com que este gaste mais tempo para realizar tarefas. As pessoas precisam entender a necessidade da pausa, e dos limites que o corpo necessita. O essencial é aprender a equilibrar as demandas do trabalho com a vida pessoal e o lazer.


O problema maior não é exatamente o stress em si, mas sim, como eu lido com essas fontes estressoras, e quanto eu consigo administrar o estresse, sem prejudicar o meu equilíbrio biopsicossocial. Ou seja, não é o que acontece na vida do indivíduo, mas também como ele administra aquilo que acontece. Além disso, também não dá para desconsiderar as oscilações individuais, onde tem dias que o indivíduo pode administrar muito bem determinada situação e, em outros momentos, a mesma situação pode parecer mais difícil e estressante. No entanto, considerando que isso ocorre, estudos demonstram que algumas situações normalmente são estressantes para a maioria das pessoas como: dificuldades financeiras, luto na família, dificuldades de relacionamentos tanto familiares como profissionais, sobrecarga de trabalho, trânsito, ansiedade excessiva, depressão, estilo de vida não saudável (fumo, álcool excessivo, falta de atividade física, alimentação inadequada), doenças na família, entre outros. É importante lembrar que nem sempre o estresse é oriundo de um fator desagradável. Ele pode vir, por exemplo, de uma promoção, onde eu fico excessivamente tensa com essa nova situação, para corresponder as expectativas do meu chefe, podendo até desencadear uma gastrite.


É preciso se avaliar o que é de fato prioridade, focar nas metas pessoais, sem se deixar levar pelas influências ambientais ou demandas que foram criadas pela sociedade. Saber exatamente o rumo que se quer seguir, ajuda a estabelecer critérios que correspondam com os objetivos traçados, ajuda a não se deixar perder para o fato do que é realmente importante em cada situação.  Quem não consegue controlar as solicitações ambientais entra facilmente no processo do stress e adoece.

Algumas pessoas sentem que a administração do tempo é inalcançável.


Muito ou pouco stress depende de como você avalia a ameaça percebida. Desenvolver recursos de enfrentamento para as situações de pressão, habilita a pessoa a uma melhor administração dos níveis pessoais de stress. Pessoas que sentem-se comprometidas com a família, comunidade e emprego e que costumam ver as demandas cotidianas como desafios e não ameaças, são mais resilientes e possuem mais resistência ao stress. São pessoas que se sentem mais capazes de tomar decisões adequadas, mesmo quando em situações aversivas. Pessoas assim, conseguem desenvolver estratégias eficientes de enfrentamento.


A crescente demanda sobre o indivíduo, torna cada vez mais necessário o desenvolvimento do equilíbrio emocional individual, para que as pessoas estejam mais preparadas e fortalecidas psicologicamente, e possam encontrar recursos alternativos de administração do estresse. É sabida a influência do estado emocional no estado de saúde e bem estar dos indivíduos. O stress psicológico é tão danoso para o indivíduo quanto o biológico, e essa separação na prática é meramente didática. O indivíduo é um todo indivisível e para estar bem precisa equilibrar-se em todas as suas dimensões.  O caminho para esse equilíbrio é o autoconhecimento. Só através do reconhecimento das emoções, dos limites e das possibilidades pessoais, pode-se desenvolver habilidades para a resolução de conflitos e expressar adequadamente as emoções. É preciso manter a autoestima e a postura mais positiva diante da vida e do futuro. O autoconhecimento possibilita a estabilização das emoções e otimização e mobilização dos recursos emocionais, quando se tornar necessário.   Como recurso complementar, o relaxamento e a meditação, oferecem também grande ajuda nessa área.


Alguns estudos e fontes:


  • Um quarto dos empregados vêm seus trabalhos como o principal fator de stress em suas vidas. (Northwestern National Life)

  • Três quartos dos empregados acreditam que o trabalhador tem mais stress no trabalho atualmente do que antes (Princeton Survey Research Associates)

  • Problemas no trabalho são mais fortemente associados a queixas de saúde do que outras fontes de stress como lproblemas financeiros ou familiares (St. Paul Fire and Marine Innsuance Co).


Uma forma de minimizar os efeitos é se automotivar e passar e ver o chefe, não como um problema, mas como um desafio a ser vencido.


  1. Manter uma postura positiva e otimista diante das dificuldades

  2. Equilibrar a vida pessoal e a profissional

  3. Melhorar no planejamento e gerenciamento do tempo

  4. Desfrutar de atividades de lazer e diversão

  5. Manter o suporte social (família e amigos)

  6. Buscar o equilíbrio emocional e bem estar psicológico

  7. Manter um estilo de vida saudável: respeitar a necessidade de repouso e relaxamento,

  8. Alimentar-se bem, caminhar ou praticar exercícios físicos


SÂMIA AGUIAR BRANDÃO SIMURRO

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2611850276095521

Mestre em Psicologia USP.

Sócia Diretora da Empresa SeR – Psicologia.


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