• Sâmia Simurro

MOTIVAÇÃO E AUTO-EFICÁCIA

AUTORA: Rachel Zausner Skarbnik


MOTIVAÇÃO E AUTO-EFICÁCIA

Como se formam e de que fontes se originam as crenças de auto-eficácia?


A teoria cognitiva elaborada por Bandura revela a importância da percepção de auto-eficácia como constructo motivacional e concebe o ser humano como um agente capaz de exercer controle sobre seus pensamentos, emoções e ações, bem como sobre o seu ambiente. Neste constructo teórico o sujeito está em constante interação com o ambiente, sendo o comportamento humano parcialmente auto-determinado e parcialmente dependente das influências do meio interagindo como influencias bidirecionais e nestes aspectos quatro seriam as fontes que dão origem a essas crenças: as experiências de êxito, experiências vicárias, persuasão verbal e indicadores fisiológicos. Elas podem atuar de forma independente ou combinada.


Na avaliação da auto-eficácia, a interpretação das experiências anteriores, de sucesso ou fracasso, depende da atribuição do fator determinante – à capacidade ou ao esforço. Segundo a teoria de atribuição de causalidade (Weiner, 1984), o fracasso ou o sucesso podem ser atribuídos a causas como capacidade (ou sua falta), esforço (ou sua ausência), a facilidade ou dificuldade da tarefa e sorte (ou azar). Por influência de crenças culturalmente difundidas, há a tendência de se considerar sempre mais importante a capacidade (ou inteligência).


Como fator decisivo leva-se em conta não apenas a ocorrência de sucessos ou fracassos anteriores, mas principalmente os modelos pelos quais foram julgados estes eventos resultando numa avaliação positiva ou negativa de suas próprias capacidades e dos possíveis controles desta situação.


Considerando-se estes motivos, a crença de auto-eficácia é uma inferência pessoal ou um pensamento, que assume a forma de uma frase ou sentença mental com efeito significativo sobre o indivíduo e seu desempenho.


Dentro dos conceitos da psicologia observa-se a importância de se trabalhar com objetivos ou metas que, enquanto processo cognitivo, afetam a motivação.


Nesse contexto, a motivação voltada para objetivos leva em conta dois principais fatores:


  1. as expectativas de resultados determinados pelos objetivos, que se refere a crença de que alguns comportamentos são importantes para alcança-los;

  2. as crenças de auto-eficácia, que se referem às percepções sobre a própria capacidade para executar os comportamentos/ações necessários para alcançar determinados resultados.


Prever os prováveis resultados de seus atos guia e motiva seus esforços de tal forma que viabiliza adotar padrões de referência, avaliar, regular e refletir sobre o valor e significado de suas ações.


As pessoas com fortes crenças na eficácia pessoal estão convencidas de que possuem as competências necessárias para alcançar seus objetivos ou que são capazes de adquiri-las (FONTAINE, 2005). Quanto mais forte a percepção de auto-eficácia, mais elevados são os objetivos que a pessoa se propõe a realizar e mais firme é o seu empenho para alcançá-los, havendo maior perseverança frente aos obstáculos, aceitando prontamente atividades desafiadoras por julgarem possuir as capacidades necessárias.


A evitação das situações desafiadoras, frequente nos indivíduos com baixas crenças de auto-eficácia, limitam suas possibilidades de desenvolvimento pessoal e criam a chamada “profecia auto-realizadora”. Por evitar situações supostamente ameaçadoras frente a não possuírem competência suficientes o mesmo comportamento as impede de desenvolver tais competências confirmando suas limitações (BANDURA, 1995, apud FONTAINE, 2005).


Como a aquisição de novos conhecimentos e competências geralmente requer esforço sustentado frente às dificuldades e fracassos iniciais, fortes crenças de auto-eficácia tornam-se um pré-requisito importante para qualquer aprendizagem. Estudos têm demonstrado que, quanto mais eficazes as pessoas se julgam, mais amplo é o leque de opções de carreiras profissionais que elas consideram apropriadas para si mesmas, e mais investem na preparação acadêmica. Nesse sentido, auto-avaliações otimistas/realistas sobre seus próprios recursos, podem ser mais vantajosas uma vez que aumentam o esforço e a perseverança necessários para a obtenção de realizações pessoais e sociais (BANDURA, 1989).


A crença na ineficácia pessoal para lidar com a situação aversiva é fonte importante de stress e interfere na diminuição da autoestima e motivação, podendo originar sentimentos de depressão.


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